Arquivo para agosto 2010

Outra Crônica…

12/08/2010

Ainda bem sentimental por conta do Dia dos Pais… divido com vocês uma outra crônica que fiz em homenagem ao meu pai…

CRÔNICA GASTRONÔMICA

(Uma Homenagem a meu pai)

             O Chef e Proprietário vê dois casais entrando em seu restaurante. Se aproxima e, elegantemente, os aborda:

– Muito boa tarde! Mesa para quantas pessoas? – pergunta, em seu tom sério.

– Somos quatro não fumantes, por favor.

– Por favor, me acompanhem. Aqui está: uma ótima mesa com vista para o jardim. Senhores, nossos cardápios. Vocês gostariam de um drinque?

– Sim. – responde um deles – Hoje é um dia especial e queremos comemorar. Prosecco, por favor!

– Muito bem.

O garçom se aproxima e serve os couverts. Nisso, outro garçom, encarregado das bebidas, traz na bandeja as taças com o líquido de coloração dourado claro e cheio de borbulhas – perfeito para celebrar qualquer ocasião!

Os quatro brindam e se deleitam com o vinho espumante bem gelado e sorriem com as cócegas no nariz que as borbulhas causam!

O grupo belisca o couvert enquanto estuda o cardápio. Acabam escolhendo uma das opções consideradas um clássico na Gastronomia: um Flambado. Filé Mignon à moda do Chef – criação do Chef e Proprietário da casa.

Com o pedido feito, começam os preparativos. O carrinho onde os flambados são feitos é levado até a mesa. Os garçons aos poucos trazem os apetrechos necessários, como a frigideira, as bebidas, o moinho de pimenta, os temperos… Tudo pronto. 

It’s show time’!

O Chef e Proprietário chega com a experiência do testemunho de seus cabelos grisalhos, a seriedade (e até certa imponência) de suas sobrancelhas grossas e escuras. Um Mestre em sua arte! Acende o fogo e coloca a frigideira, para esquentar bem. E explica para sua plateia de quatro pessoas, ávidas por informação e atenção, que flambar na mesa do cliente é a forma profissional de alto nível de finalizar o prato, que tem parte dos seus ingredientes pré-grelhados ou pré-cozidos na cozinha. O prato a ser preparado era até simples, mas de preparação um tanto ‘dramática’.

Flambar significa somente acender a ‘chama da vida’ e permitir que o álcool das bebidas usadas no preparo se evaporem no meio das chamas, dessa forma concentrando os sabores e essências dos ingredientes sem o teor alcoólico. Cozinhar em ‘chamas’ é uma forma simples de dar vida e sabores incríveis ao prato.

Enquanto o Mestre, trajando um blazer típico de sua terra natal (seria um fraque?), explica a magia dos flambados, pega os talheres – suas batutas –, iniciando, assim, a sinfonia dos sentidos.

Coloca a manteiga clarificada na frigideira e o bacon picadinho para dar o um toque defumado. Acrescenta o filé mignon pré-grelhado e temperado.  Parece até que os conterrâneos Austríacos de outra época influenciam seus movimentos cadenciados.

Sim, a influência de Haydn ou Mozart ou os Strauss (pai e filho)… ou será que é a influência de todos eles? Criadores de um estilo inesquecível, verdadeiros Mestres e Maestros!

O nosso Maestro continua regendo suas batutas, moendo a pimenta do moinho. A musicalidade das iguarias na frigideira, misturada aos temperos, transforma o ambiente em verdadeiros ‘alegretos’ de aromas. 

Sua pequena plateia logo recebe o apoio dos olhares das mesas vizinhas, que transformam suas conversas animadas em prolongadas pausas de silêncio e deslumbramento para o solo executado com maestria…

O Maestro faz o sinal. Todos seguram a respiração para um dos pontos altos da apresentação. Ele acrescenta Calvados à frigideira e a encosta no fogo…  Surgem lindas labaredas, que engolem o filé e o molho. O Maestro continua a trabalhar com suas batutas e logo as chamas se acabam. Ele reserva o filé mignon e começa a preparar o molho, com ervas frescas, maçã e aipo (bem picadinhos), um pouco de poivre vert e acrescenta vinho branco bem seco. Deixa o molho reduzir. Depois, com movimentos elegantes, acrescenta molho inglês, mostarda e queijo roquefort cortado em cubos pequenos. Após misturar todos os ingredientes, acrescenta molho Demi-glace e um pinguinho de creme de leite.

Os garçons se aproximam e trazem nos pratos o acompanhamento: rösti e fundo de alcachofra na manteiga recheada com petit-pois à francesa.

O Maestro, agora, recoloca o filé mignon na frigideira e deixa o molho e a carne apurarem por alguns momentos. Fatia o filé mignon e começa a montar os pratos, que serão servidos simultaneamente pela equipe.

‘Rufam’ os tambores anunciando o clímax final do espetáculo…  Ao som do ‘bon apetit’ do Maestro é feito o convite ao prazer dos comensais!

Sim, nosso Maestro recebe a influência de conterrâneos tão ilustres que sua apresentação solo mais parece a Sonata dos Flambados, num movimento rápido com a apresentação dos ingredientes – o desenvolvimento e a transformação de cada um deles em várias fases distintas, horas mais lentas, horas mais dançantes, chegando ao movimento final, energeticamente e conclusivo, com a apresentação de todas as etapas reunidas no ‘Grand finale’!

Claudia Wendlinger

10 de abril de 2007

Anúncios

Uma crônica… Lembranças de Diana

09/08/2010

Com as emoções e as saudades a mil por conta do Dia dos Pais, resolvi dividir com vocês uma pequena crônica que escrevi em 2008, numa forma de homenagear meu avô, então muito doente, e meu pai… Espero que gostem!!

Lembranças de Diana

Diana já tinha tudo planejado. Iriam celebrar o primeiro aniversário de casamento num Restaurante que considera muito especial e que seu marido não conhecia por terem se mudado recentemente para o Rio. Ela possui ótimas lembranças de várias comemorações realizadas nesta casa e, principalmente, dos almoços de domingo em família, ainda com a presença de seus avós. Seu avô sempre brincava: escolheria o prato em sua homenagem.  Diana se sentia importante, acreditava que seu avô tinha inventado o prato especialmente para ela.

 

O grande dia chegou e Diana levou seu marido ao restaurante para celebrar em grande estilo. Assim que chegaram eles foram calorosamente recebidos pelo anfitrião e seus escudeiros. Devidamente acomodados à mesa, Diana pede espumante, para brindar. O couvert é servido com sua deliciosa cesta de pães feitos na casa.  Ao tirar o pedido, o anfitrião, com toda a seriedade de sua cabeleira grisalha, sorri e pergunta: ‘o de sempre?’ Diana pisca o olho e diz que sim!

 

O marido observa a tudo com admiração, já que um carrinho é encostado à mesa, contendo vários potinhos com temperos diferentes e algumas garrafas. Diana comenta com seu marido: ‘você vai comer um clássico, não somente da gastronomia, mas também da minha vida. ‘

 

O Chef pega as suas batutas e inicia sua performance. Esquenta a frigideira e acrescenta a manteiga clarificada, filés batidos bem fininhos e temperados. Doura dos dois lados e acrescenta pimenta do moinho. Um pouco de conhaque é acrescentado e os filés são engolidos pelas chamas. O famoso ato de flambar acaba de acontecer…  

 

Tudo é feito com tanta maestria e sincronia que desperta a curiosidade de todos à volta. Os filés são retirados e reservados. Na frigideira, um pouco mais de manteiga clarificada é adicionada. Logo após, são adicionadas cebolas picadinhas, salsa, ervas frescas, molho inglês, um pouco de demi-glacê e creme de leite. Tudo é bem misturado. A noz moscada é ralada e os filés recolocados no molho. O Maestro retira os filés com os talheres – aliás, com as batutas – e os acomoda no centro do prato acrescentando um pouco do molho. A frigideira retorna ao fogo com o restante do molho e é acrescentado arroz branco misturado com salsa, presunto picadinho e petit-pois frescos. Tudo é bem misturado e acrescentado aos filés. O Chef finaliza seu grande ato dizendo: ‘Voilá, Steak Diana! Bon apetit!!’

 

Diana agradece com os olhos marejados e seu marido sorri, entendendo tudo imediatamente. Eles brindam mais uma vez e celebram de forma especial o primeiro ano de casados.

Sim, a Casa da Suíça é uma casa que serve ainda a gastronomia clássica e que consegue agradar as mais diversas gerações.

 

(Claudia Wendlinger – 29 de agosto de 2008)

Feliz Dia dos Pais!

08/08/2010

feliz dia dos pais

Comemore o Dia dos Pais na Casa da Suíça

07/08/2010

Este ano a Casa da Suíça resolveu comemorar o Dia dos Pais de forma diferente. Ao invés de criar menus individuais, o chef Volkmar preparou uma sugestão para o papai e para toda a família – afinal, uma data como esta não se comemora sozinho, não é mesmo?

Neste segundo domingo de agosto (amanhã!!!), grupos de quatro pessoas poderão saborear os deliciosos MEDAILLONS LUCERNOISE (Filet Medailons ‘Lucerna’) por apenas R$ 195,00.

No menu, cada pessoa recebe dois medalhões de filé mignon preparados de forma super especial, acompanhados de vagens francesas cortadas em tiras bem fininhas e de batatas palito também bem fininhas e sequinhas. Para garantir o sabor, à parte serve-se, ainda, manteiga Café de Paris.

Com boa companhia e um com este menu, com certeza este Dia dos Pais Tamanho Família vai ser inesquecível!

IMPORTANTE: ESTAMOS COM DOIS HORÁRIOS PARA RESERVAS: 13H E 15H. GARANTA JÁ A SUA!!!

Parfait Glacê, uma sobremesa geladinha com calda de chocolate quente

06/08/2010

Hoje quero comentar uma sobremesa que faz muito sucesso, o Parfait Glacê Sauce Chocolat. 

Esta delícia de sobremesa é feita com a mistura de açúcar, gema, raspas de laranja e limão, vinho branco, Grand Marniere e chantilly. Ela é servida gelada com uma calda de chocolate quente… simplesmente divino.

Casa da Suíça - Parfait de Pessego

Caso você ainda não tenha experimentado uma de nossas sobremesas… está na hora… pois você não sabe o que esta perdendo… ;o)

Tenham um ótimo final de semana!

Ainda temos o Parfait de Pêssego e o Parfait au Touron, com variação somente na combinação de sabores – ferfeição para os olhos e para qualquer paladar!

Menu Inverno e a Dica do Chef

04/08/2010

“Neste menu me inspirei um pouco nas minhas origens. São sabores e texturas que tenho na memória e de pratos que gosto de saborear sempre que visito a Europa, não somente a Suíça e Áustria, mas também a Alemanha e a Hungria.” Comenta o Chef Volkmar Wendlinger

Como sugestão o Chef indica: Rollmops Garni

Casa da Suíça, Menu de Inverno 2010 - Rollmops

 (Arenque Marinado e Enrolado) – Os filezinhos dos arenques são pincelados com uma boa mostarda e acrescidos de tiras de cebola, pepino em conserva, cenoura e um pouco de semente de mostarda. Depois, são enrolados, presos com um palito e cobertos com um uma mistura que leva vinagre, folhas de louro, pimenta quebrada e sementes de mostarda. Ficam marinados durante três dias.

Outra boa pedida é a Soupe à l’ oignons

Casa da Suíça, Menu de Inverno 2010 - Sopa de Cebola

 (sopa de cebola gratinada) – Tradicionalíssima sopa de cebola, coberta com torrada que leva parmesão ralado e depois é gratinada no forno.

Perfeito para o aquecer o nosso inverno!!

1º de agosto – Dia Nacional da Suíça

01/08/2010

A Suíça, oficialmente Confederação Suíça, é uma república federal composta por 26 estados, chamados de cantões, com Berna como a sede das autoridades federais. O país está situado na Europa Central, onde faz fronteira com a Alemanha a Norte, a França a Oeste, a Itália a Sul e com a Áustria e Liechtenstein a Leste.

Bandeira da Suíça

1º de agosto – Dia Nacional da Suíça

O Dia Nacional da Suíça está relacionado com o Pacto Federal dos Waldstätten (“cantões florestais”), concluído em princípios de agosto de 1291. É o primeiro pacto escrito de que há registro, mas hoje se sabe que não foi essa a primeira aliança entre as três comunidades envolvidas – Uri, Schwytz e Unterwald – os mais antigos cantões da Suíça.

Este pacto foi quase ignorado durante séculos e a criação de uma festa nacional nunca foi considerada. É evidente que sempre houve festas e cerimônias patrióticas.

Em agosto de 1805, por exemplo, realizou-se a primeira “Festa Suíça dos Pastores” nos campos de Unsprunnen. Vieram espectadores de todas as regiões da Confederação, bem como do estrangeiro, para assistir às diversas competições: tiro ao alvo, trompa alpina, luta “à la culotte” (luta tipicamente suíça) e lançamento de pedra.

Porém, foi unicamente no século XIX que se manifestou a vontade de “oficializar” uma verdadeira festa nacional, celebrada ao mesmo tempo em toda a Confederação.

Em 1889/90, com a aproximação do 600º aniversário do Pacto, o Governo e o Parlamento decidiram finalmente que a fundação da Confederação seria festejada em 1º de agosto.

Desde então, esta celebração é organizada anualmente pelos municípios com a colaboração das comunidades locais. Mas durante muito tempo ainda, esta data continuou a ser um dia de trabalho em muitos cantões pois a festa é, por tradição, uma festa noturna. Ao cair da noite, o espetáculo é constituído pelas fogueiras acesas nos cumes, nas cidades e aldeias, e pelos fogos de artifício, muitas vezes organizados a título privado. Alguns discursos, exibições de bandas e o toque dos sinos das igrejas completam o programa.

(Fonte: ESB-RJ)