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Casa da Suíça -60 anos

18/04/2016

Na semana em que completamos 60 anos de história, fomos presenteados pela Revista O Globo com seis páginas recheadas de carinho e de emoção. É com muito orgulho desta nossa história e com muita gratidão diante desta homenagem que dividimos esta alegria com vocês, nossos amigos e clientes.

Abrir a edição de hoje e ver a matéria foi uma alegria imensa; ler cada palavra foi uma emoção inexplicável.

À editora Ana Cristina Reis, ao jornalista Arnaldo Bloch e à fotógrafa Ana Branco, o nosso muito obrigado pelo carinho e sensibilidade.

Para quem não leu a matéria sobre os 60 anos da Casa da Suíça na Revista O Globo de ontem, segue o texto na íntegra:

Figura lendária da Casa da Suíça, maître Volkmar recorda momentos à frente do restaurante

História do espaço na Glória, que faz 60 anos, se confunde com a do austríaco

por Arnaldo Bloch                17/04/2016 6:00 / Atualizado 17/04/2016 8:07

O conterrâneo Arnold Schwarzenegger faz selfie com Volkmar em almoço especial há duas semanas – Divulgação / Arquivo pessoal

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RIO – “Ir à Casa da Suíça é como ir à Suíça. Uma vez tomei um porre de schnaps com o Volkmar e fui parar no apartamento dele na Oswaldo Cruz. A memória da noite termina aí” — recorda o chargista Chico Caruso.

Com os olhos fechados, Nelson Motta evoca um cheiro:

— Um cheiro de restaurante europeu, o único lugar onde tinha fondue no Rio dos anos 1960. E era ótimo para namorar. E tinha aquele maître, como é que ele se chamava mesmo? Ah, Volkmar!

O jornalista Sérgio Zobaran descreve a moda do tempo em que ia lá:

— As mulheres usavam bota de cano longo, e, nós, suéter no ombro ou blazer. O anfitrião era a simpatia do Volkmar.

O poeta baiano Jorge Salomão, numa de suas primeiras vezes no Rio, jantou lá com Gal Costa.

— E já tinha aquele gringo maravilhoso, o Walmor.

Não, Jorge. Era o Volkmar.

Não adianta: se o assunto é Casa da Suíça, as memórias podem variar, mas, nelas, há sempre o Volkmar, com as sobrancelhas grossas, o sorriso de desenho animado e a maestria em especialidades ítalo-franco-germano-austro-suíças. De quebra, pinta paisagens alpinas a óleo, espalhadas pelo estabelecimento, e faz cartoons com piadas de salão, dispostos nos toaletes até recentemente. Uma reforma os ocultou.

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Funcionário que também é sócio da casa, com trajes típicos: símbolos e brazões são marcas do estabelecimento – Ana Branco / Agência O Globo

Lá fora, na confusa Rua Cândido Mendes, coração da Glória new-époque, a vida segue enquanto Volkmar flamba assados, camarões e crepes suzete “finalizados” diante do cliente, que tem suas papilas gustativas estimuladas pelos aromas de finos gorós vaporizados.

Aos 60 anos de existência, o restaurante é a cara de Volkmar Wendlinger, que, diferentemente do que se pensa, não é suíço, mas austríaco, e não é o só cozinheiro e maître, mas, desde fins dos anos 1970, o dono, hoje em sociedade com dois funcionários e com a filha.

Sábado passado, ele recebeu um conterrâneo ilustre — Arnold Schwarzenegger, com um grupo de 21 pessoas, fez a casa abrir para almoço no único dia em que fecha no horário. Arnold convidou Volkmar para se sentar com ele. No cardápio, alpen blume, escalope vienense e strudel de maçã. Em alemão, Volkmar contou a história de sua vida a pedido do ator.

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Volkmar, o dono, faz questão de finalizar os vários pratos flambados da casa diante do cliente, à mesa – Ana Branco / Agência O Globo

História que se entrelaça com a do local, que já teve como habitués presidentes da república como Ernesto Geisel, jornalistas perseguidos numa sala contígua, pilotos de Fórmula 1, executivos de vários naipes, artistas e, no bar do subsolo, o Saint Moritz (hoje desativado), amantes inconfessáveis.

É um romance épico, que começa quando D. João VI importou famílias suíças. O desembarque não foi na Praça XV, mas no fundo da Baía de Guanabara, lá por Magé, e os imigrantes foram subindo a Serra. Em 1850, um importador suíço de café radicado em Londres passou pela cidade, pegou uma carroça e foi ver como andava a colônia. Estava uma miséria só. Fundou uma sociedade filantrópica. Fez hospital, igreja, indústria têxtil.

Um século depois, em abril de 1956, era inaugurado, com a presença de JK, um prédio na Glória para centralizar as atividades dos então 12 mil suíços no país. No térreo, o restaurante.

Volkmar não estava na inauguração, mas em breve aportaria por ali. Sua história começa em plena Segunda Guerra Mundial, quando, às cinco horas de uma fria manhã de 1942, num pequeno vilarejo ao pé de uma cadeia de montanhas, a 4km de Inzbruk, na Áustria anexada pelos alemães, uma mulher deu à luz uma menina.

Feito o serviço, a parteira lavou as mãos e suas tralhas e panos. Já ia saindo quando percebeu que a mulher continuava a gritar. Voltou ao quarto e descobriu que alguém ainda estava à espera de nascer: Volkmar, o gêmeo quase esquecido. O autorretrato:

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Caricatura de Volkmar feita pelo cartunista Dênis – Ana Branco / Agência O Globo

— Dizem que nasci meio amassado, meio verde, meio amarelo… — improvisa o sobrevivente, enquanto retalha, à faca, seu famoso tartare, o prato que mais sai, ao contrário do mito que associa a casa ao fondue.

A Segunda Guerra ainda duraria três anos. Por isso até hoje ressoam nos ouvidos de Volkmar os assovios das bombas prestes a ser detonadas e o som de sua explosão. E a sensação de não saber o que era aquilo permanece.

— Coisas assim a gente nunca esquece. Deve ser por isso que eu gosto tanto de flambar comida… — brinca, com finesse própria, o artífice de explosões à base de rum, conhaque, amaros e vermutes, sempre diante do cliente.

Mas a coisa não foi de brincadeira. É com um carinho permeado de revolta que Volkmar fala de seu pai, repórter cinematográfico a serviço dos alemães.

— Não tenho por que usar meias palavras — narra. — Meu pai era nazista mesmo. E morreu nazista, em 2003, com 93 anos, e nunca falou outra língua que não fosse o alemão. Ficou oito anos prisioneiro dos russos, e como tinha patente de capitão e o hobby de talhar madeira, teve a vida facilitada fazendo entalhes pornográficos para os bolcheviques.

Tal homem acabou libertado e escapou aos tribunais pós-guerra. Jamais acreditou que o mundo viveria em paz e quis que os filhos aprendessem um métier útil em tempos de guerra. Assim Volkmar aprendeu as artes de confeiteiro e cozinheiro. Precisava, então, sair das sombras. O desejo de conhecer o mundo e deixar o nada belo horizonte de sua primeira juventude o levou a se inscrever como cozinheiro num navio holandês, o Rotterdam, para 1.600 passageiros, no qual ficou seis meses e deu a volta ao mundo.

— Era coisa de escravo. Imagine um quarto de empregada, sem escotilha, com oito homens, um corredorzinho e um banheiro com quatro sprinklers. A gente dormia numa gaveta acessada por escadas e tinha que escolher se ficava de bruços ou de barriga, pois não tinha altura para se virar de lado. Um negócio desumano, muita gente desistia. Mas em compensação a gente ganhava muito bem e não tinha como gastar! — comemora, vitorioso.

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Peças refinadas e exóticas como o “weinheber”, de orógem austríaca, só se acham na casa de Volkmar – Ana Branco / Agência O Globo

O Rio surgiu no convés no navio em 1961 e Volkmar desembarcou. Na janela do táxi, viu, assombrado, o canteiro de obras do Aterro, trafegando pela Praia do Flamengo. A bossa nova estava a mil. O Rio não era mais a capital federal, mas Copacabana ainda era uma das capitais do mundo.

— Minha infância foi escura e triste. Quando chegamos à Praça do Lido pedi para parar… Foi a primeira vez que vi, nas pessoas, uma alegria genuína. O mundo inteiro falava de Copacabana e eu estava lá. Ipanema jamais foi nem seria o que era a Copacabana de então. Nem chegou perto. E as moças que passavam? Eu e meu amigo não conquistamos nenhuma, a gente não sabia se comunicar, voltamos virgens para o navio, mas juramos retornar — recorda, fazendo suspense.

Um dia, o mesmo amigo, que morava em Zurique, ligou para avisar que havia, no jornal, um anúncio de suíços morando no Brasil que abriam vagas para três pessoas na cozinha e três na sala de um restaurante que viria a fazer história: o Ouro Verde.

O amigo já havia conseguido uma vaga. Volkmar pegou o trem para Zurique e foi aprovado na hora: as credenciais de mestre-cuca navegante garantiram o emprego.

— O contrato era de um ano. Vim com o meu amigo. Quando faltava um mês para terminar, ele voltou para a Europa, e o casal me chamou. O chef lá tinha 32 anos e eu, cozinheiro, tinha 23. Então eles disseram: “Vou levar você a um lugar que vai dar asas à sua vida.”

Era a Casa da Suíça, que fazia dez anos. Até então, servia praticamente só ao Cercle Suisse, clube para a comunidade, que, pouco tempo antes, começara a abrir as portas para o público em geral, administrado por um tcheco determinado a acabar com o oba-oba.

— Cheguei como chefe de cozinha e o tcheco estava com problemas: afinal, resolvera expulsar os suíços, com razão, pois achavam que ainda era o clube deles, e um homem ocupava uma mesa para seis sozinho com seu jornal, tomando água tônica e soltando gases acima do nível suportável de decibéis.
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Há 60 anos: na primeira página de O Globo de 14/04/1956, inau- Foto da Inauguração da Casa da Suiça com o presidente Juscelino Kubitschek à esquerda – Terceiro / Agência O Globo

Volkmar venceu a parada, e venceria outras, até, em 1977, assumir definitivamente, como proprietário, a casa, e ganhar independência, pagando apenas aluguel ao prédio onde até hoje funciona o consulado e moram duas anciãs.

— Na época em que isso aqui inaugurou e eu nem estava no país, o Rio era capital. No Estado da Guanabara moravam 12 mil suíços. Hoje no Estado do Rio são 800. No prédio, funcionava a câmara de comércio e tinha até um asilo para velhinhos. Os suíços tinham fábricas. Mas o governo na Guanabara estava dormindo. São Paulo levou tudo, inclusive a câmara de comércio. Só ficou quem lidava com fármacos, já que o carioca é o brasileiro que mais se automedica.

Ficou, também, o Volkmar. A história é essa, mas está longe do fim. A partir de maio, ele vai vestir o hábito de chansonnier, uma vez por semana, cantando em italiano, alemão, francês e uns sambinhas, para festejar as bodas da Casa da Suíça.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ela/gastronomia/figura-lendaria-da-casa-da-suica-maitre-volkmar-recorda-momentos-frente-do-restaurante-19096797#ixzz46AjEU18x
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Casa da Suíça – 60 anos de gastronomia de excelência

14/04/2016

‘No dia 14 de abril a Casa da Suíça completa 60 anos!

Os detalhes da gastronomia clássica são diariamente reverenciados durante os 60 anos da casa, que foram de muita dedicação e contribuição a gastronomia do Rio de Janeiro!

Mas, esse feito não seria possível sem a presença de nossos clientes-amigos! Cozinhar é uma arte de amor e doação e nos sentimos honrados em termos vocês em nossa casa nos prestigiando sempre! São 60 anos dedicados a bem receber e oferecer o melhor da gastronomia! Agradecemos e festejamos com vocês!’     Chef Volkmar Wendlinger

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Outono com novidades na Casa da Suíça

28/03/2016

Com a chegada do Outono a Casa da Suíça volta a funcionar em seu horário normal. Ou seja, voltamos a abrir às 19h para o jantar e  também aos domingos para almoço e jantar!

A estação trás novidades  também no cardápio. São 10 receitas exclusivas preparadas especialmente para o Outono!  Em breve apresentaremos o menu com todos seus sabores!

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Lançamento do Aplicativo da Casa da Suíça

10/03/2016

Veja a nossa novidade!!!!!

Baixe o aplicativo da Casa da Suíça, acompanhe nossas novidades do ano todo e ainda participe de promoções exclusivas! Disponível gratuitamente na Google Play Store

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8 de Março – Dia Internacional da Mulher

08/03/2016

Na verdade, elas merecem nossa admiração, reconhecimento e homenagens durante os 365 dias do ano…

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Horário durante o Verão na Casa da Suíça:
2ª a 6ª feira 12h às 15h e 20h às 00h | Sab 20h às 01h | Dom – fechado
www.casadasuica.com.br | Rua Cândido Mendes, 157 Glória – Rio de Janeiro (perto do metro da Glória) | Estacionamento com manobristas próprios | tel : 21 2252-5182 | 2252-2406 | Aceitamos todos os cartões de credito e débito, inclusive TR, VR, Elo, Aelo, Visa Vale, Sodexo

Momentos inesquecíveis!

24/02/2016

Casa da Suíça – Momentos Especiais
Atendimento personalizado, profissional e muito atencioso, ambientes aconchegantes e saboroso cardápio são ingredientes que nos dão a certeza de proporcionar momentos inesquecíveis! É a história da Casa da Suíça que se mistura com a história de seus clientes!

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Horário durante o Verão na Casa da Suíça:
2ª a 6ª feira 12h às 15h e 20h às 00h | Sab 20h às 01h | Dom – fechado
Rua Cândido Mendes, 157 Glória – Rio de Janeiro (perto do metro da Glória) | Estacionamento com manobristas próprios | tel : 21 2252-5182 | 2252-2406 | Aceitamos todos os cartões de credito e débito, inclusive TR, VR, Elo, Aelo, Visa Vale, Sodexo
www.casadasuica.com.br

Casa da Suíça – Menu Verão e seus Sabores!

15/01/2016

Quem disse que durante o Verão a sua refeição não pode ser com sabor, leveza e frescor?

O chef Volkmar Wendlinger oferece durante o verão um cardápio totalmente inspirado na estação mais quente do ano, com 10 receitas exclusivas, extremamente refrescantes, leves e muito saborosas para os amantes da boa comida!

Venha experimentar uma das irresistíveis opções!!

Menu Verão e seus Sabores!

  1. Consommé froid “Maître Chasseur” | Consome frio “Mestre Caçador” – Servido bem gelado com uma colher de “Jaegermeister”
  2. Crème glacé de Menthe | Creme gelado de Menta – Creme é feito com consome, hortelã, suco de limão, creme de leite, bechamel, licor de menta, batido no liquidificador e servido bem gelado.
  3. Salade d’Été | Salada de Verão – Julianas de frango grelhadas, peras, aspargos, palmitos, alface, pepinos e petit-pois servida numa cestinha de massa folhada. Molho feito com azeite e aceto balsâmico.
  4. Ouef poché ‘Mimosa’ | Ovo poche ‘Mimosa’ – Servido numa torrada, coberto com molho de maionese bem cremosa, ovo duro passado na peneira e salsa picada.
  5. Plat des Grisons | Prato dos Grisões – Salada de julianas de tomate, cenoura, maçã, clara de ovo duro, laminas de viande de Grison com noisette de mamão

Blog entrada verao

  1. Filet de Thon au vin blanc et gingembre | Filé de Atum ao vinho branco e gengibre – O atum é grelhado, coberto molho de vinho branco e gengibre. Servido com purê de batatas e laminas de aboboras gratinadas.
  2. Poulet sauté au “Mango-Chutney” | Frango salteado ao Chutney de manga – Frango salteado servido com purê de manga, chutney e vinho branco, spaetzle e rodelas de cenoura.

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  1. Foie de Veau aux fines herbes | Fígado de vitela com ervas frescas – O fígado de vitela dore (feito com ovo batido com ervas frescas), coberto com molho cremoso e servido com roesti e ratatuille de legumes.
  2. Médaillons de Boeuf “Côte Azur’ | Medalhões de filé “Côte Azur’ – Medalhões grelhados servidos com molho de cogumelos, croquetes de batata doce e aspargos verdes
  3. Rostabeef “Grand Veneur” | Rosbife “Grand Veneur” – Laminas de file coberto com molho feito de vinho tinto, julianas de casca de laranja, geleia de cerejas, demi-gace e creme de leite. Servido com batata palha, julianas de vinde de Grison e cebola frita.

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Horário de Verão na Casa da Suíça:
2ª a 6ª feira 12h às 15h e 20h às 00h | Sab 20h às 01h | Dom – fechado
www.casadasuica.com.br
 | Rua Cândido Mendes, 157 Glória – Rio de Janeiro (perto do metro da Glória) | Estacionamento com manobristas próprios | tel : 21 2252-5182 | 2252-2406 | Aceitamos todos os cartões de credito e débito, inclusive TR, VR, Elo, Aelo, Visa Vale, Sodexo